JÁ CHEGA!

Fiquei chocado. Estupefacto. Assombrado. Já sabia que das bandas do Terreiro do Paço só podia vir – como até agora e desde, pelo menos, 1834 (com o pequeno intervalo do Governo de Passos Manuel), incompetência, despesismo, devorismo, centralismo, enriquecimento ilícito, viver acima das possibilidades à custa do Orçamento, ditaduras (afinal, quem desencadeou a guerra de África e onde foi inventada a Pide e a Legião?) e ditadores. E até inventou a exploração do país para viver à fartazana e outras coisas como o BPN, o negócio dos submarinos, o T.G.V., o outlet de Alcochete e demais espertezas. Mas descobri outra valência: a capital do Império falido, não contente por se transformar no reino da trafulhice e no paraíso do «dá cá o meu», está a exportar o lixo que não absorve para o Porto.

Li, de boca aberta, que os patifes que assaltavam e esfaqueavam os jovens da movida nocturna da Invicta tinham emigrado das lísbias para cá. Até agora, tínhamos de suportar impostos leoninos para pagar desvarios e megalomanias, e ainda os comentadores e assessores ao serviço da redenção financeira da Pátria que os terreiro-pacistas devastaram. E, por esta amostra, vamos ter de acolher o rebotalho da civilização da Capital. O Terreiro do Paço não paga o que deve à SRU tripeira, recorta e cola as freguesias do Porto à medida da sua inoperância, desvia para o Império audiovisual o que restava de uma tradição televisiva dos Estúdios do Porto: a “Praça da Alegria”. Asfixia a Casa da Música e, em troca, manda-nos o quê?

Levam-nos técnicos e licenciados, que cá não têm emprego, e dão-nos a escumalha da linha de Sintra. É de mais! Portuenses com estômagos pouco afeiçoados a engolir comida estragada: é altura de começarmos a vomitar, que isto está a passar as marcas. Já chega!

Anúncios

~ por Helder Pacheco em 05/02/2013.