Como dizia Jorge Luís Borges: «Eu tenho poucas ideias e estou sempre a repeti-las». Assim, insisto que o futuro do Porto passa pela assumpção de três factores: competitividade, internacionalização, requalificação.
As cidades lutam no sentido de atrair investimentos e captar visitantes. Os investimentos destinam-se a construir estruturas, melhorar a qualidade urbana, reabilitar o edificado, desenvolver o social. Os visitantes destinam-se a ocupar os hotéis, animar o comércio, promover a criação de emprego.
Mas a cidade competitiva não é só turística. É também cultural, científica, tecnológica e melhor do que as congéneres em certas áreas. Por isso, deve assinalar-se, como conquista para o Porto, a atribuição pela FIFA do certificado de “Medical Centre of Excellence” à Clínica Espregueira Mendes – Sports Centre, o primeiro na Península Ibérica e um dos 26 no mundo. (Estão a ver o que seria em emprego qualificado, investigação médica e recursos científicos, se desportistas de outros países viessem tratar-se ao Porto?) Isto assumido com orgulho e determinação de servir a cidade, como afirmou no discurso de agradecimento o Director e fundador da Clínica: «O trabalho, passado e presente, desta equipa permitiu desenvolver um aparelho com patente portuguesa – o Porto Knee Testing Device, bem como uma placa cirúrgica patenteada e designada de Porto Plate e ainda o programa cirúrgico internacional – Porto Surgical Tourism.
O Porto está, de facto, no nosso ADN. Não me peçam que abdique desta motivação. Sonho com as possibilidades desta cidade e acredito nela, para além das suas limitações. Perante o afecto e dedicação que lhe consagro, receber agora o galardão da FIFA (…) nesta e para esta cidade, é de uma enorme satisfação.» (Estão a ver o que é ser Portuense?)
©HelderPacheco