Para o mundo

Como dizia o internado no Conde de Ferreira: «Sou maluco, mas não sou burro», também posso afirmar: «Sou portista, mas não sou burro». Nem cego. Tenho olhos na cara, conheço mundo e procuro usar a cabeça para pensar justo.

Posto isto, só podemos – os que amam a cidade não de letra, mas de coração – sentir-nos orgulhosos com o Museu Futebol Clube do Porto. E os que amam a cidade não precisam de ser portistas para perceber as razões. Ei-las: em 2015, foi distinguido com o Prémio Inovação e Criatividade pela APOM (Ass. Port. de Museologia) e começou a liderar o ranking da avaliação de Museus no TripAdvisor (o maior website de viagens do mundo), que o posiciona no top 10 das atracções oferecidas pelo Burgo. Em 2016, foi nomeado (com outro museu) para Museu Europeu do Ano e recebeu o grau de Excelência, do TripAdvisor.

E, cereja em riba do bolo, em Setembro tornou-se, por decisão da Agência da ONU (UNWTO) responsável pelo sector, o primeiro Museu desportivo do mundo a integrar a Organização Mundial do Turismo. É obra! Se juntarmos a isto o facto de, em 2016, 40% dos visitantes do Museu serem estrangeiros, podemos desenhar um quadro expressivo do seu papel, valia e significado para a Invicta.

Quais as razões? Ei-las: 1.º na renhida competição entre cidades europeias (mais do que entre países) pela afirmação e atractividade, o Museu FCP tornou-se um poderoso motor de qualificação do Burgo; 2.º constitui, por isso, um factor relevante de competitividade; 3.º estas são mais-valias essenciais numa cidade e num mundo em que quem não se afirma internacionalmente fica para trás. E, sobretudo, distinguir o Porto pela qualidade e a categoria é maneira saudável e digna de aumentar a auto-estima dos portuenses. Dos verdadeiros, bairristas e orgulhosos de tal condição. Acho eu.

©helderpacheco2017

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~ por Helder Pacheco em 19/11/2017.

 
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