EM AZUL E BRANCO

Qual a cor que pinta um céu tranquilo, bonançoso? Nem preto, nem vermelho, nem castanho ou amarelo, nem outra cor que não seja azul. O azul esfusiante, alegre e esperançoso. O Azul, azul, não o cobalto, o turquesa, o violeta, o ultramarino mas o azul da bandeira liberal do Porto (que nunca deveria ter passado a verde, à força de uma Portaria salazarista) e o azul das cores das camisolas do meu clube.

E qual a cor do mar, em absoluta calmaria, definindo o horizonte no infinito do nosso olhar? O mar – como dizemos – quando parece um lago. Sem nada a perturbar o encantamento da absoluta fantasia. Não. Não há mar preto, nem vermelho, nem castanho ou amarelo, nem de outra cor que não seja azul.

O azul vibrante das bandeiras ondulando ao vento empunhadas pelos autênticos, sinceros e sem metafísicas ou angústias, verdadeiros portistas. Os de quando se ganha (que é sempre a melhor maneira de acabar um jogo) ou se perde (que custa muito mais por ser tão raro). As bandeiras azuis que vão a todos os lados, perto ou longe da Pátria. Do Burgo tripeiro. Com afinco, pundonor, amor à camisola na esperança de vencer.

Estas bandeiras, estes portistas fiéis à cor do céu e do mar também ganharam o Campeonato. Sobretudo eles. Ajudaram, impulsionaram, empurraram, apoiaram em todos os momentos a ideia da vitória. Límpida, sofrida, conquistada a pulso. Ganha a ferros. Arrancada tão das entranhas de quem andava com saudades dela que até a mim, cronista perneta da Vitória, fez escrever este divertimento poético com música a condizer (só falta o músico): Azul é água quieta ou revolta / Cintilante / No grande mar / Universo num tempo sem tempo / No azul – o mar ainda – irreal / Em azul / E branco. / Como a bandeira, / tremulando ao vento. / Na Avenida / Nesta avenida chamada coração.

©helderpacheco2018

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~ por Helder Pacheco em 10/06/2018.

 
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