EXORTAÇÃO AOS ENGANADOS/AS

Em 16.12.2017 publiquei uma crónica intitulada INFARMED. Como sei com quem lido, punha em causa a sua vinda para a Invicta e dizia que podiam ficar com ele. Não tinha dúvidas: era pura sessão de ilusionismo para entreter os suburbanos (designação utilizada por um membro da Corte, a propósito de um político portuense).

Sucede que o Porto não pediu nada aos donos disto tudo. Queria, sim, o organismo internacional que os aldrabões do Brexit perderam. Ninguém pediu, mas as reacções não tardaram. Valeu tudo. Como escreveu o imorredoiro Firmino Pereira «Lisboa considerava o Porto – terra de broeiros. E sempre que algum movimento se realizava, ou político ou social, logo a nobre cidade de Ulysses, ilustrando os seus lustrosos pergaminhos, principiava a rosnar, amuada e agressiva (…)» Foi o caso.

Que me perdoem os meus amigos lisboetas, que tanto prezo, mas para que compreendam que não gosto de ser aldrabado, cito-lhes novamente Firmino Pereira: «A Arcada, o velho ponto de reunião da malandrice nacional de todos os tempos, rugia, vermelha de raiva, quando o Porto, do alto dos seus tamancos e agitando a carapuça, pedia coisas, exigia reformas (…)»

Portanto, não vale a pena perder mais tempo com o INFARMED. Fiquem com ele e com tudo quanto, à custa dos factores da verdadeira descentralização, continuam a concentrar na capital instituições e recursos que uma democracia decente já deveria ter instalado país além.

Ó donzelas traídas pelo Terreiro do Paço não chorem mais. Em matéria de virgindade há muito fomos enganados. O INFARMED foi apenas mais um episódio.

©helderpacheco2018

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~ por Helder Pacheco em 28/10/2018.

 
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