Boas Notícias e uma Tristeza

Numa semana, os portuenses, fomos brindados com três boas notícias e uma de tristeza. Vamos às boas: o Terreiro do Paço, para dinamizar o mercado do arrendamento, colocou como disponíveis 29 imóveis para «rendas acessíveis». O Porto ganhou três (em Lisboa são onze). Espero que, inutilidades como o Quartel de S. Brás, o Palacete do Breyner (onde funcionou o Instituto Industrial), o Quartel da Serra, a Manutenção Militar e outros, possam ser utlizados ao serviço da cidade.

A segunda boa notícia é a disposição do “Corte Inglês” construir onde devia estar, servindo de âncora a uma zona decadente: a Boavista (nova centralidade que falhou estrondosamente). A par da Casa da Música e do Bom Sucesso teremos ali urbanidade e não um espaço terceiro-mundista. A terceira boa notícia foi o Ministério Público ter «concluído pela legalidade da construção na escarpa da Arrábida» e que o imóvel embargado não está a ser construído em parcela do Domínio Público Hídrico». Embora haja quem goste de ver pedregulhos, admiro na Ponte da Arrábida a beleza e a audácia do seu arco e não me importo nada que construam junto do pegão. E sobretudo prefiro habitações a buracos na margem do Douro.

A notícia triste foi a morte de D. Valentina Machado, ribeirense com saudades de lá viver, última carquejeira da saga das mulheres que subiram, dezenas de anos, a Corticeira com 50, 60 Kg de carqueja às costas. Morreu, sem ver inaugurado o Monumento que lhes vai ser dedicado e tarda a concretizar-se (ainda não aprendemos que, sem esta gente anónima e sublime, também não teríamos cidade).

©helderpacheco2019

~ por Helder Pacheco em 2019-08-09.

 
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