TRIPAS DE CAMPEÃO

Chegou-me às mãos a edição de 23.7.1932, do «Semanário Humorístico» “Maria Rita” (do tempo em que o Porto cultivava a anedota e o humor impressos em papel, e teve vários jornais do género). O seu director era o ilustrador Octávio Sérgio e os redactores os incomparáveis Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa, além de um tal José de Artimanha (cheira-me a pseudónimo).

Na capa, um desenho mostrava enorme taça contendo o retrato de um jogador e a sigla F.C.P. Por baixo, lia-se: «O “Porto”, leal e forte, / Cioso do seu brazão, / Como bom filho do Norte, / FEZ DAS TRIPAS CAMPEÃO.» Celebrava a 3.ª conquista de Campeonatos Nacionais de futebol.

Quando se inicia nova caminhada com esperanças e objectivos múltiplos (como diria a minha amiga Joaquina: «Quem está habituado a ganhar, não se habitua a ser perdedor»), é altura de lançar um grito, um brado, um “alerta está” para que o “Porto” faça não só das tripas, mas do bucho, dos bofes, das entranhas todas, dos pés à cabeça, e, sobretudo, do coração, a estratégia e a força moral de campeão.

Porque nos tempos que correm, na balança da Europa e no processo de Renascimento Urbano desta cidade, uma equipa de primeiro plano, com imagem de marca nacional e internacional, é essencial à estratégia de afirmação e consolidação do prestígio alcançado. Na batalha da qualidade, o FCP é tão importante quanto o «boom» turístico e o desenvolvimento da cultura, da ciência e do conhecimento, para o engrandecimento do Burgo. A eles, pois. Com a força do sentir tripeiro (e arredores, onde, como se viu na Volta, flutuam as bandeiras azuis e brancas).

©helderpacheco2019

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~ por Helder Pacheco em 2019-08-16.

 
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