O novo Palácio

Respeitando as outras cidades, custou-me ver os U2 irem para Compostela, o Roberto Carlos e a Diana Krall para Gondomar. Etc. Por falta, no Porto, de recinto para tais espectáculos. A lacuna vai ser, finalmente, revertida.

Custou. Contra ela se levantaram os adamastores. Mas a obra aí está. Refiro-me à reconversão do moribundo Pavilhão dos Desportos, em Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

O projecto terá impacto na zona e na cidade. Prepare-se o território decadente entre o Palácio e a Galiza, para acolher milhares de frequentadores da nova Arena. Porque o Palácio de Cristal significa um desafio à criatividade portuense e um motor para inúmeras actividades.

Para isso construiu no subsolo um Centro de Congressos, com 500 lugares e diferentes valências. E o Pavilhão, com capacidade até oito mil pessoas, reconfigurado com bancadas retráteis, tribunas e camarotes, restaurante e esplanada, foi dotado das mais modernas tecnologias. Nele caberão espectáculos e outras iniciativas.

A inovação abrange valências, de que se destacam a sustentabilidade ambiental (eficiência energética e recursos impensáveis – como a utilização da água do lago para refrigeração das máquinas de controlo da temperatura). Além de iluminação LED, a acústica do recinto respeita a sua arquitectura (com 768 óculos), utilizando lã de rocha multicamada e tela cobrindo os espaços entre os pilares do edifício. (A acústica, ponto fraco do Palácio, converter-se-á num dos seus atractivos.)

Enfim, do que se depreende do projecto, podemos antever um novo equipamento essencial ao Renascimento Urbano do Porto.

©helderpacheco2019

~ por Helder Pacheco em 2019-10-25.

 
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