Revitalizar ou morrer

Segundo o “Times” (18.5.19), com a nova tabela de rendimentos, os pensionistas ingleses «enfrentam a perda de benefícios e outra definição de pobreza». Que pode atingir o número de 14.3 milhões!

Apesar destas perspectivas, o governo britânico investiu 40 milhões de libras na «revitalização» das High Streets (ruas centrais ou principais) das cidades históricas. Os municípios podem utilizar fundos para requalificar edifícios, lojas antigas, pubs (as nossas tabernas) e teatros (a reconverter em escritórios, habitações ou «espaços criativos.») Perto de 6 000 lojas fecharam no último ano, e encerrou uma em cada dez grandes superfícies, sobretudo nas ruas principais, fustigadas por compras online, custos do estacionamento e mudanças de hábitos da população. Era o Porto de há anos.

Um projecto destes ajudaria os nossos municípios a reanimarem, arquitectónica e comercialmente, as ruas centrais. No Porto isso aconteceu – basta ver Mouzinho da Silveira ou Flores -, mas o Terreiro do Paço não meteu um tostão – cidades e privados  que resolvam os problemas.

Um técnico reputado garantiu-me que a melhoria do espaço público é essencial à sua reanimação. Reabilitar as ruas e deixar que o efeito funcione. E o Porto demonstrou isso. Mas há artérias – «high streets» – a precisarem de melhoria. De se modernizarem e ser amigas dos peões. Com árvores, passeios largos e assentos: Pinto Bessa, Fernão de Magalhães, Costa Cabral, Pedro Hispano, Amial, Oliveira Monteiro, 5 de Outubro, Constituição, Bonjardim, etc. Assim houvesse meios e vistas largas para melhorar as nossas cidades.

©helderpacheco2019

~ por Helder Pacheco em 2020-02-05.

 
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