Novo livro – Porto Nos Dias do Meu Tempo

•07/10/2017 • 2 comentários

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EU QUASE CAIO

•13/11/2018 • Comentários Desativados em EU QUASE CAIO

O gazetilheiro Alfredo Simões de Castro (1845-1932) escreveu, a propósito de uma notícia: «Santo Deus! Eu quase caio, / Fico maluco, desmaio, / com tão estranha notícia (…)» Estas palavras vieram-me à ideia ao ler o anúncio das demolições para a orla marítima do Porto. Não que não esteja de acordo que a frente atlântica deva ser protegida das espertezas de oportunistas. Mas isso é uma coisa, o disparate é outra.

Fui contra a construção do Edifício Transparente. Disse que preferia o milhão de contos investidos na requalificação de Miragaia. Debalde. Mas demoli-lo será tão estúpido (ou mais) como construí-lo. Reconvertam-no, redesenhem-no, transformem-no mas não gozem connosco.

Nem ao pretenderem arrasar a Casa na Praia. Antes disso foi Colégio. Ali, devem deitar abaixo a praia ou fazer recuar o mar. A Casa na Praia foi construída como subestação da distribuição da energia que abastecia as linhas dos eléctricos. Estava longe do mar e a nascente da Esplanada do Rio de Janeiro. O que mudou foi a via do trânsito. Deixem-na em paz.

E quanto ao pavilhão da Pizza-Hut, os analfabetos ignoram tudo. Ali havia, desde o arranjo da marginal, nos anos 30, pelo Presidente Dr. Sousa Rosa (inspirado em França), o Pavilhão de Carreiros, em estilo Déco, onde a minha geração se deliciou a crescer. Era contemporâneo da Pérgola (que, deve ir abaixo, tal como a Esplanada do Molhe). Excelências da Agência do Ambiente, não façam o mesmo que os vândalos demolidores do encantador Pavilhão.

E se querem arrasar alguma coisa, têm o Castelo do Queijo ou o da Foz, que tapam as vistas para o mar.

©helderpacheco2018

“O Porto da tradição” pelo Prof. Helder Pacheco, uma organização da Academia Gbliss.

•13/11/2018 • Deixe um Comentário

O que significa “tradição”; o antigo e o moderno; tradições e identidade portuense; os fatores essenciais que afirmam a cidade; tradições burguesas e populares; tradições agrícolas, piscatórias, comerciais e operárias; religiosidade, gastronomia, associativismo e desporto; o rio e o mar; a política enquanto tradição distintiva da cidade – constituem alguns dos conteúdos programáticos que Hélder Pacheco irá desenvolver durante duas horas, na palestra a ter lugar na Sala do Fundo Antigo da Reitoria da Universidade do Porto.

Nesta autêntica aula, o grande cronista das culturas e tradições populares do Porto e autor de largas dezenas de títulos “partilhará com os presentes a súmula do que foi investigando, escrevendo e refletindo durante as últimas décadas”, revela nota enviada às redações.

“Integrado no ciclo ‘Colóquios sobre a Identidade Portuense’, ‘O Porto da tradição’ não poderia vir em momento mais apropriado, numa época em que a cidade se transforma rapidamente e se fala, cada vez mais, em perda de identidade”, acrescenta a mesma nota.

Hélder Pacheco defende que o Porto tem no turismo grande oportunidade e deve afastar o saudosismo

•13/11/2018 • Comentários Desativados em Hélder Pacheco defende que o Porto tem no turismo grande oportunidade e deve afastar o saudosismo
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As vantagens do turismo para uma cidade e as críticas ao romantismo saudosista, a reabilitação do Porto que, nalguns casos, está 50 anos à frente, a vacuidade da Web Summit e o desafio de conciliar a tradição com a modernidade e a inovação foram algumas das tónicas de uma acutilante entrevista que o historiador, professor e cronista Hélder Pacheco concedeu hoje à rádio TSF, a propósito da conferência “O Porto da tradição” que profere ao final da tarde, na Reitoria da Universidade do Porto.

Tendo a identidade portuense como terreno de base para essa conferência, Hélder Pacheco, de 81 anos, evidencia uma análise lúcida do processo de mudanças que a cidade vem conhecendo aos mais diversos níveis: “A cidade do Porto atravessa o período de maior transformação que eu conheci”. E recorda ter integrado a Sociedade de Reabilitação Urbana, para admitir que “a reabilitação que nós tínhamos planeado nalguns aspetos para 50 anos, neste momento já está de pé!”.

Essa rapidez aconteceu porque “de repente, os investidores perceberam que podiam ganhar dinheiro – e isso é uma atitude inteligente – não construindo moderno (que também se está a fazer), mas reabilitando o antigo”. A questão acaba por estar também ligada a afluência turística que o Porto regista e “isso é muito importante porque nós temos de nos deixar de brincadeiras, de romantismos e de saudosismos”, adverte Hélder Pacheco, para quem “o passado não resolve os problemas do presente; o presente tem de ser resolvido agora”.

O historiador vai mais longe e lembra que “o Porto tinha, há cinco ou seis anos, 20 mil desempregados. Este boom turístico provocou um aumento do emprego e isso é fundamental, porque eu acho que as duas doenças da sociedade atual chamam-se ‘solidão’ e ‘desemprego’. E, portanto, tudo o que seja criar emprego é positivo”.

Por outro lado, Hélder Pacheco explicou à TSF que “o turismo é uma grande oportunidade” por duas grandes razões: porque internacionaliza a cidade e porque é um motor de desenvolvimento. A título de exemplo referiu ruas comerciais como a de Mouzinho da Silveira que “era uma rua absolutamente moribunda e, neste momento, está impante. Foi toda reabilitada e está cheia de comércio”.

Não obstante, e se alguns setores afirmam publicamente preocupação pela alegada perda da chamada “alma da cidade”, Hélder Pacheco – cujas investigações de décadas têm dado relevo não só ao património, mas também à essência do Porto – reconhece que “recuperar a alma de uma cidade é o mais difícil”. Salienta mesmo que “esse é o grande desafio que o Porto tem. Aliás, é o grande desafio que o país tem: como conciliar a tradição com a modernidade e a inovação”.

Contudo, e a propósito, afirma que “a Web Summit não me diz rigorosamente nada. Porque o país que fez a Web Summit e investe 10 milhões de euros na continuidade dela, ardeu. Ora eu pergunto: a tecnologia devia servir também para evitar que o país ardesse, não é?”. Ou seja, “a tradição não foi bem conciliada com a inovação que é a tecnologia”.

Admitindo que “corremos algum risco [de perder a identidade] se formos estúpidos”, o historiador defende, porém, que “podemos inventar novas tradições”, ao mesmo tempo que aproveitamos as existentes para atrair pessoas à cidade. Isto porque algumas “são únicas no mundo”, como a Festa de São Bartolomeu que, sendo “a mais pagã das festas da cidade”, recebeu no ano passado a bênção do então Bispo do Porto, D. António, porque o próprio – citado por Hélder Pacheco – considerava que “devemos ter sobre estas coisas uma atitude inteligente”.

Da mesma forma, a festa de São Nicolau (padroeiro das crianças) foi recuperada recentemente pelo abade da freguesia (“a mais antiga e a mais patrimonial da cidade”), por ser “a única onde a festa de São Nicolau se faz vindo ele de barco rabelo e recebido pelas crianças na Ribeira. Ora, isto podem ser incentivos para atrair as pessoas. E, deste género, há muitas mais coisas”, exemplifica.

Hélder Pacheco, ele próprio património do Porto, cronista de décadas no Jornal de Notícias e Grande Oficial da Ordem do Mérito, é perentório: “A cidade está cada vez melhor, porque uma cidade em ruínas e uma cidade decrépita como o Porto estava não me agrada nada”. Tal como para muitos, “é para mim um prazer percorrer muito a cidade e ver muita gente e ouvir muitas línguas, que é um sinal de que, de facto, nós estamos abertos. Porque a defesa da tradição e a defesa da História não significam nós fecharmo-nos como se fôssemos uma aldeia do Astérix”.

o portal de notícias do Porto. 09-11-2018

O QUE NOS FICA?

•04/11/2018 • Comentários Desativados em O QUE NOS FICA?

Eu a falar de um mundo a ficar cada vez mais pequeno, e morre o Eng.º Almeida e Sousa. Deixa um vazio que nem meio milhão de Calistos Elóis consegue preencher. Ou mais. Talvez nem um milhão dessa parasitagem chegue para tapar o espaço que nos deixou.

Não sei se em Portugal há muita gente assim. Era um Senhor. Daqueles que nos faz levantar quando se aproximam. E um cidadão, cuja integridade nos arranha ao vermos o que por aí anda. E além de Senhor e Cidadão, um homem de causas, devotado ao Bem-Comum. Ao progresso da sociedade.

Como o Asilo das Raparigas Abandonadas, obra admirável de que foi responsável 50 anos. Devotadamente. E das suas primeiras iniciativas (só conseguida em 1976!) foi mudar-lhe o nome para Lar de N.ª S.ª do Livramento. Por ali passaram (na sua administração) mais de 5000, que se fizeram mulheres, nobremente formadas para onde a sua vocação as empurrava – até às universidades. E, desde 31.10.1874, quando foi fundado, o número deve ser muito superior.

E se falo no Lar, como sua obra maior, é para honrar publicamente o Eng.º Almeida e Sousa, com quem mantive divergências sobre a sua construção em Santos Pousada que terá – ou não? – adiado ou colidido com a da Escola Industrial do Bonfim. Nunca chegamos a acordo mas, entre cavalheiros, prevalecia a cortesia e a amizade.

Com a sua partida, o Porto empobreceu no corpo e na alma. A continuar assim, não sei onde vamos parar. Não temos ruas para os nomes dos que partem, nem temos quem os substitua. A internet, as redes sociais e ainda menos os robots como a dos anúncios não produzem Homens desta dimensão.

©helderpacheco2018

•01/11/2018 • Comentários Desativados em

ACADEMIA DE BILHAR DO FC PORTO, ESTÁDIO DO DRAGÃO, 5 OUTUBRO 2018

•28/10/2018 • Deixe um Comentário

Afinal o que é o Dia do Clube?

ORIGENS

Portistas à conversa num café, num agradável início de noite primaveril em 2012. Os temas surgem naturais, orgânicos, fruto da boa disposição e energia dos convivas.
Discutem-se jogadores, equipas, as redes das balizas de futebol e as cores das bolas de andebol, os novos e os eternos, a paz e a euforia, as alegrias e tristezas que acompanham quem vive o desporto e o clube como se fosse uma segunda natureza.
Também do clube, de onde viemos e para onde iremos, com a consciência que temos todos um objetivo em comum, que nunca muda apesar das barrigas aumentarem, os cabelos tombarem e os olhos se raiarem: trabalhar para melhorar o clube.
Algumas horas depois, surgia pela primeira vez a ideia do Dia do Clube, que se tem realizado anualmente e ininterruptamente desde então. E tem sido quase uma extensão dessa mesa de café, onde as vozes podem ser ouvidas na partilha de experiências em comum com tantos outros Portistas que polvilham este mundo.
Temos vindo a expandir o evento, porque o Portismo quer-se em grandes quantidades, e por isso prosseguimos de bandeira em riste, rumo à globalidade.
O Dia do Clube é vosso…

VISÃO

Somos um grupo de Portistas a viver um dia que nos enche a alma de Portismo.
Um dia que nos acompanha com calor no coração, que serve para unir, e para que todos juntos possamos erguer o nosso clube até ao topo mais alto que só é limitado pela nossa imaginação.
O Dia do Clube é sempre um dia inesquecível, que permanece na memória de todos os Portistas.
Um Dia do Clube. Pelo Clube. Para o Clube.

Pret a Porto: Portugal’s second city is ready for the limelight

•28/10/2018 • Deixe um Comentário

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A decade ago, the city’s historic centre was badly rundown. Now, having been carefully restored, it’s filled with culture, cafes and unusual shops.

Something odd is happening in Porto’s most famous bookshop. We arrive in the middle of the morning, after a leisurely breakfast of coffee and custard-filled pastéis de nata. The queue to get inside runs around the next block. At the ticket office, where access to the bookshop can be achieved by purchasing a ticket for €5, we are assured that it will take only 30 minutes until our turn. You read that correctly: people pay €5, and wait half an hour, just to get into a bookshop.

Mind you, Livraria Lello is not any old bookshop, which helps to explain the partyish atmosphere among the people waiting, with a busker playing jazz on the steps of a neighbouring department store.

Built in 1906, the shop’s architecture is a startling mix of neo-gothic and art deco, with a stained-glass skylight and a red-painted twisting staircase that supposedly inspired JK Rowling when she started writing Harry Potter (Rowling worked in Porto as an English teacher from 1991 to 1993).

Potter fans, leaping on this connection, were so keen to see the fantastical original that the shop couldn’t cope. The only way to deal with the flood was to charge for entry, with the price redeemable against a book if visitors choose to purchase one.

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Suddenly, a bookshop that was struggling with huge crowds who didn’t buy much became, in effect, a museum. And with well over a million visitors each year, a museum that is doing very nicely. It’s also caused a pleasing rebound in book sales. But it’s not the most relaxing place to browse for books: amid the swarm of visitors taking selfies and filming entire movies on their phones, it’s a bit like hoping to pause before the Mona Lisa and take your own sweet time examining Leonardo’s brushstrokes.

Happily, other parts of Porto are not so overwhelmingly crowded, though locals report a massive change from around 2005 when much of the old town centre was deserted.

Richard Zimler, author of the bestselling Last Kabbalist of Lisbon, moved to Porto from San Francisco with his husband in 1990. It was very different then. Today, he’s something of a celebrity here: in 2017 he was awarded the city’s Medal of Honour. Describing the enormous change the city has witnessed over the past decade, he cuts through the queue from Livraria Lello to show a colourful historic street with bunting. This street, like many others, was empty and sad until a thriving movement of pop-up shops, and a determined mayor, revitalised the city centre.

Cheap flights increased the number of tourists, and large areas overlooking the beautiful Douro river, previously used by industries such as the port wine trade, became available for renovation.

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The department store where the busker is playing provides a beautiful example of the newly confident city. A Vida Portuguesa, housed in a 19th-century warehouse, sells an inspired edit of Portuguese products – soaps, classic toys, ceramics, linens and more. In a globalised market where it can feel at times as though all products available anywhere are exactly the same, it’s wonderful to see so many exquisite things that are utterly unfamiliar.

And big brands from outside are keen to be part of Porto’s moment. The city’s grand and atmospheric hotel, Infante Sagres, has been painstakingly renovated. Next door, it has opened a Vogue Café (only a few cities around the world can boast one of these). We happened to be in town when guests arrived for the grand opening, from all over Portugal and beyond.

Throughout the city, threaded together by charming old wooden trams, Beaux Arts buildings are being renovated so that new cafés and boutiques can blossom. The Majestic Café, the city’s most famous café, was saved a few years ago from decay and is now back to its former glory. Newer buildings are added with great care, such as a complex of shops entirely covered with a living roof, creating a new city park with trees.

Porto is a good-looking city, its granite buildings packed into a hilly landscape, many of them decorated on the outside with azulejos, the stunning blue and white tiles that are a defining feature of this place. The entrance to the São Bento station is particularly memorable, covered in some 20,000 of these tiles depicting key moments in the history of Portugal.

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We wander down the recently pedestrianised Rua das Flores with its pretty balconied houses and azulejo-clad Igreja da Misericordia. In a side alley there’s a striking blue and white mural of a cat on a wall several storeys high. We stop off for a craft beer and a plate of organic cheese and salamis at the Mercearia das Flores.

Here we find Claus Porto, Porto’s most famous soap brand, founded 130 years ago. Claus Porto is the brand that soap connoisseurs have bought as much for the beautiful packaging as the delicious soaps inside. The Porto shop opened last year, designed by the renowned Portuguese architect João Mendes Ribeiro. Upstairs, a museum traces the history of the brand, the distinctive wrappers redolent of the 20th century’s changing fashions in illustration.

We walk to Chocolataria Equador – and like the Claus Porto soaps, the chocolate bars are wrapped in exquisitely vibrant papers. We stock up on dark chocolate bars – walnut, fig, and passionfruit. It almost feels a crime to unwrap them, so lovely is the outer shell. Even the sardine cans in this city are beautiful. I’m not particularly keen on tinned fish, but it’s hard to resist the wonderful retro designs of Porthos, La Gondola and Minor.

Porto is hilly but walkable. From the Infante Sagres, it’s an easy stroll through the historic Ribeira district, classified by Unesco as a World Heritage Site. Climbing through the tangle of medieval streets to the old Jewish quarter, we find ourselves on a high terrace and admire the view across the city to the Douro. On the opposite bank in Vila Nova de Gaia, huge signposts among the riverside restaurants emblazon names of the iconic port lodges: Taylor’s, Sandeman, Croft, Fonseca, Symington, Calem…

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Just below we find Armazém (warehouse in Portuguese), a vintage market full of fabulous antiques and a great place for lunch. Then a drink on the riverbank, which is splattered with brightly coloured houses in reds, blues and yellows. We wander across the bridge, built by a disciple of Gustave Eiffel. There’s one crossing just above the river, and another immensely higher: there can be few better places to get a sense of the city, and the powerful river.

On the far side, in Vila Nova de Gaia, we look back on Porto from the terrace of the Yeatman Hotel (part of the same group that owns Taylor’s and the newly restored Infante Sagres) where we enjoy a chilled white port. Below us, extensive building work is taking place to build a World of Wine – there are to be cafés, restaurants and museum space dedicated to the history of the city of Porto, Portuguese fashion and the amazing natural material that is cork.

We cross back into Porto, past the imposing cathedral, and hear the evening bells of the landmark Torre de Clerigos as we approach our hotel. We’ve time before dinner to climb the 225-step spiral staircase to the top, and catch the best view of all over the city.

Bring it home: Where to shop for soaps, scents, sweets and tins of sardines

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• Claus Porto for fabulous handcrafted soaps and skincare, plus hot towel shaves. A new range of scents has just been created by the British perfumier Lyn Harris (22 Rua das Flores).

Hats and Cats A quirky emporium for headgear, with a huge selection of classic panamas (117 Rua Infante Dom Henrique).

Panamar A concept store which specialises in high-end crafts (14 Rua de Mouzinho da Silveira).

Armazém An art gallery, fashion store, antiques shop and tapas bar in an old warehouse near the river (93 Rua de Miragaia).

A Vida Portuguesa (‘Portuguese life’) sells beautifully designed and packaged soap, sardines, toothpaste, playing cards, pencils and stationery (20 Rua da Galeria de Paris).

Chocolateria Equador Handmade chocolates wrapped in ornate papers. Sit on a stool at the back, drink coffee and soak up the intense aroma of cocoa that permeates the room (637 Rua Sá da Bandeira)

Way to go

The Hotel Infante Sagres and the Yeatman Hotel both have rooms from €215 a night. Classic Collection Holidays offers three nights at each from £1,299 per person, including B&B, private transfers and return flights from London to Porto.

The observer Porto holidays By Harriet Green

The Guardian / International Edition / 22.07.2018