Novo Livro 25-03-2019

•2019-03-18 • Comentários Desativados em Novo Livro 25-03-2019

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A Ternura

•2019-03-10 • Comentários Desativados em A Ternura

As flores silvestres – e tão imprecisas – crescem, nestes campos inundados de vento. Quem irá colhê-las, estender as mãos, fechar os olhos e dizer palavras menos usuais?

Helder Pacheco, excerto de “A Ternura”, in “Os Dias Comuns”, 1990.

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Viagem Até Casa | Bárbara Veiga | 2010, Documentário

•2019-04-01 • Comentários Desativados em Viagem Até Casa | Bárbara Veiga | 2010, Documentário

“Viagem Até Casa”, um documentário de Bárbara Veiga, foi rodado em 2010 no coração da cidade do Porto,exactamente nos mesmos locais de Aniki-Bóbó (1942), a primeira ficção de Manoel de Oliveira, nomeadamente Miragaia, Ribeira, Sé, Sobreiras.
Aglomera, assim, testemunhos de pessoas naturais desses locais que na altura terão assistido às filmagens da mesma e conta com a participação de crianças provenientes de Miragaia e S.Nicolau, que, após o visionamento desse filme, fizeram a recriação de algumas cenas.
Este documentário inclui também os testemunhos de Fernanda Matos, a personagem “Teresinha” no filme do realizador centenário, de Helder Pacheco, reconhecido historiador relacionado com a temática do Porto, e de Manoel de Oliveira.

Veja o documentário aqui: https://vimeo.com/42401573

Apresentação Livro 25-03-2019

•2019-03-26 • Comentários Desativados em Apresentação Livro 25-03-2019

Apresentação Livro 25-3-2019

•2019-03-26 • Comentários Desativados em Apresentação Livro 25-3-2019

NÃO SOMOS CORCUNDAS

•2019-03-10 • Comentários Desativados em NÃO SOMOS CORCUNDAS

No livro “O Porto D’Outros Tempos”, escreveu Firmino Pereira: «O Rocio tinha engulhos quando lhe constava que a Praça Nova se impunha. E do Rei D. Luiz se conta que, em certa ocasião agitada chamara o Fontes [Pereira de Melo] e lhe dissera entre aterrado e medroso: – O Porto não está contente, o Porto mexe-se. O melhor é o ministério cair para evitar qualquer bernarda… Este ascendente do Porto e do seu correlativo tamanco sobre a capital luminosa e dominadora onde, depois dos peraltas e franças, mediavam os janotas (…) havia forçosamente de irritar a capital por se sentir diminuida no seu prestígio e na sua força.»

A capital (ou Terreiro do Paço) já não teme as bernardas, nem do Porto nem do país, que explora ao bel-prazer dos seus banqueiros, tecnocratas e funcionários. Mas há que os enfrentar e responder à letra.

A rejeição, pelo Tribunal de Contas, do projecto do Matadouro e seus objectivos de reequilíbrio da urbe e de afirmação de uma nova centralidade onde ela se torna urgente, não é apenas contabilidade, é uma ofensa. Que os especialistas do cifrão não concordem com as contas é um direito que lhes assiste. Mas dão-se ao luxo de se meterem naquilo para o que não têm competência: questionar as opções portuenses em matéria de desenvolvimento urbano.

Ao interrogarem «Se o Estado não lucraria mais em sediar o Museu da Indústria noutra zona da cidade, em vez de ser no polo do Matadouro», os do Poder (que se julga) Absoluto, ultrapassam, em visão e planeamento do futuro do Porto, tudo quanto o Centralismo até agora ousou. Não lhes reconhecemos tal direito.

©helderpacheco2019

AINDA É

•2019-03-10 • Comentários Desativados em AINDA É

Numa parede do Burgo, li: «O PORTO JÁ ERA». Esta conjugação do verbo intrigou-me sobre o seu significado. Recuemos quinze, vinte anos. O que era então o Porto? Ruas desertas, casas abandonadas, dezenas ameaçando ruína, um comércio outrora brilhante, em colapso eminente. Lojas fechadas, letreiros de aluga-se ou passa-se. Um rio feito esgoto e moribundo (a lancha turística branca nunca desistiu). Os cais desertos. Famílias vivendo em condições subhumanas em zonas da Sé, Vitória ou Miragaia. Um Porto em crise. Cem mil habitantes a fugirem para melhores condições, em Gaia, Matosinhos, Gondomar, expulsos pela incapacidade do Burgo em fixá-los. A Baixa, à noite, entregue à solidão e ao crime. A resposta a este borrador de paredes é dada em carta de Philippe Beurel, agente cultural em Rennes (cidade modelar): «Nada como uma estadia no Porto (…) A cidade soube manter harmoniosamente o espírito urbano que torna a vida encantadora: uma sociabilidade densa mas com inúmeros espaços íntimos, uma diversidade significativa de tendas e lojas já desaparecidas das cidades francesas, um notável civismo e cortesia, uma forma de viver indiferente a qualquer procura de aprovação exterior. O Porto é uma paisagem aberta para a minha infância, onde nada foi alterado «o passado sorrindo, de cotovelos apoiados sobre os telhados», como diz esse belo verso de Valery Larbaud, que amava as cidades com amor inquieto». E muito mais. Do elogio persistente à paixão expressiva: «Deixo o Porto, pela força do silêncio, invadir-me o coração». O Porto não era. Continua a ser. Permanece. É a nossa cidade.

©helderpacheco2019

Orgulho e preconceito – Entre Porto e Lisboa Só o Terreiro do Paço é réu

•2019-03-10 • Comentários Desativados em Orgulho e preconceito – Entre Porto e Lisboa Só o Terreiro do Paço é réu

In Público, 5 de Março de 2019