A Ternura

•2019-03-10 • Comentários Desativados em A Ternura

As flores silvestres – e tão imprecisas – crescem, nestes campos inundados de vento. Quem irá colhê-las, estender as mãos, fechar os olhos e dizer palavras menos usuais?

Helder Pacheco, excerto de “A Ternura”, in “Os Dias Comuns”, 1990.

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Hélder Pacheco diz que o Porto atravessa um período de renascimento urbano

•2019-09-16 • Comentários Desativados em Hélder Pacheco diz que o Porto atravessa um período de renascimento urbano

09-09-2019

“Está a surgir um novo tipo associativismo, que faz parte daquilo que considero ser o renascimento urbano desta cidade”. A afirmação é do historiador, professor e cronista Hélder Pacheco e foi dita na reunião de Câmara desta segunda-feira, a propósito da atribuição das verbas aos 24 projetos vencedores do Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo Popular, aprovadas por unanimidade.

O grande número de candidaturas ao Fundo e o alargado âmbito de atuação de cada uma das associações e coletividades a concurso – no campo social, desportivo, cultural ou de outro tipo – fazem prova do “renascimento urbano” que a cidade atravessa, defendeu Hélder Pacheco, que nesta manhã se deslocou à Câmara do Porto, na qualidade de presidente do júri do PopUP – Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo Popular.
“Está a emergir um novo tipo de associativismo de classe média. O associativismo cultural, de ocupação de tempos livres, em muitos aspetos jovem, e que não pretende substituir-se ao Estado Social, mas colmatar algumas brechas do Estado Social”, afirmou.
Algo que, acredita Hélder Pacheco, se refletiu no número de candidaturas apresentadas ao Fundo, que chegou às 90. Dessas, foram admitidas inicialmente 32, tendo sido posteriormente aceite mais uma candidatura, após reclamação.
Face a estes números, o presidente do júri sugeriu que a autarquia deve continuar “a fazer um esforço”, ampliando os apoios atribuídos ao associativismo que, no seu entender, “é uma das grandes tradições da cidade” e que, no caso do Porto, está a emergir como resultado de renascimento urbano da cidade, reiterou.
Como exemplo, calculou que se todas as 90 candidaturas tivessem sido aprovadas, “um milhão de euros não chegava” e, caso tivessem recebido apoio os 33 projetos admitidos (oito ficaram de fora por ponderação inferior a 75% na grelha dos critérios de avaliação), o investimento ficaria pelos 680 mil euros.
O investigador observou ainda a capacidade da generalidade dos candidatos em instruir processos considerados complexos e também “o realismo” dos pedidos, para resolver situações concretas.
A primeira edição da iniciativa disponibiliza um fundo de 400 mil euros e Rui Moreira admite que a verba poderá ser revista na próxima edição, em sede de debate orçamental, mas ressalvou que o objetivo é precisamente destacar “o mérito” das propostas. Tratando-se de um concurso, “sabíamos que num ano não poderíamos resolver os problemas todos”, intuiu.
Assim, além de esperar “que haja condições para a verba ser reforçada e também que se trabalhe a simplificação dos processos”, o autarca espera continuar a contar com Hélder Pacheco, tendo aproveitado a ocasião para lhe renovar o convite para a presidência do júri.
Mas sendo esta uma ideia inovadora, pretende-se também com ela que as associações saiam da sua zona de conforto, mesmo que isso signifique que tenham de elaborar uma candidatura para obtenção de um apoio, continuou Rui Moreira. Além de que, “em bom rigor, a Câmara do Porto sempre apoiou associativismo com medidas singulares”, votadas amiúde nas reuniões de Executivo, ressalvou o autarca.
Antes do período da ordem do dia, a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, tinha apresentado uma proposta de recomendação que defendia a criação do Gabinete de Apoio ao Associativismo, o reforço da dotação orçamental, no sentido de apoiar as associações que ficaram de fora deste concurso, quer para 2020. No entanto, a proposta foi rejeitada, tendo sido apenas aprovado, por unanimidade, o ponto relativo à clarificação das condições de apoio.
Para o PS essa clarificação é importante, sublinhou o vereador Manuel Pizarro, que entende que o aumento da dotação orçamental também deve ser considerado.
Já o vereador do PSD, Álvaro Almeida, elogiou a iniciativa municipal e, tal como referido por Rui Moreira, considerou que a autarquia poderá continuar a seguir dois caminhos: por um lado, apoiar estas associações para além do âmbito deste Fundo; por outro, discutir o reforço da verba durante o debate para o Orçamento de 2020.
Pela primeira vez, Hélder Pacheco assistiu “à democracia a funcionar” na sua “cidade bem amada”. São também do pensador – que “nunca fez favor a ninguém” e que sempre manifestou a sua opinião livremente, disse Rui Moreira – afirmações recentes relativas ao turismo, quando referiu que nele o Porto tem “uma grande oportunidade” e que deve ser encarada sem saudosismo.
Apoios a atribuir
As 24 candidaturas contempladas na primeira edição do Fundo de Associativismo Popular foram apresentadas pelas seguintes associações/clubes/coletividades: Académico Futebol Clube; Associação Desportiva JUDO FORCE; Associação dos Doentes Renais de Portugal; Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto; Associação Escolas Jesus Maria, José do Monte Pedral; Associação de Ludotecas do Porto; Associação Moving Cause; Associação Portuguesa de Deficientes; Benéfica e Previdente-Associação Mutualista; Casa Madalena de Canossa; Centro Comunitário S. Cirilo; Centro de Atletismo do Porto; Clube Infante Sagres; Coro de S. Tarcísio; Estrela Vigorosa E Sport; Fundação AMI; Grupo Desportivo do Viso; Mocidade Invicta Futebol Clube; Mundo a Sorrir; Novo Acto- Associação Artes Performativas; Rancho Folclórico do Porto; Sport Comércio e Salgueiros; Teatro Independente do Paranhos; Vivercidade- Associação para a Promoção de Arte.

“Porto Film Commission – A location for every story”

•2019-09-16 • Comentários Desativados em “Porto Film Commission – A location for every story”

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publico

PP - 09 SETEMBRO 2019 - PORTO - REUNIAO DE CAMARA HELDER PACHECO

PP – 09 SETEMBRO 2019 – PORTO – REUNIAO DE CAMARA HELDER PACHECO

DA PALACE ATÉ AGORA

•2019-09-16 • Comentários Desativados em DA PALACE ATÉ AGORA

A primeira vez que fui a Londres, embasbaquei. Não que Santa Catarina, os néons e o requinte das lojas ficassem atrás, mas impressionava a quantidade de comércios inovadores. Em Bayswater vi, pela primeira vez, uma sex-shop, com tudo exposto na montra. Espanto para quem ia de um país onde, na praia, os homens não podiam andar de peito ao léu quanto mais as mulheres! Passei a ir a Londres anualmente e estranhei a rapidez com que as lojas mudavam. No ano seguinte, parte delas já eram outra coisa. Abrir e fechar faziam parte do sistema.

Cá, a gente habituava-se a uma loja com fidelidade. Era essa a minha relação com a Palace, que existia quando nasci e a cuja morte assisti. A Palace vendia os melhores Jesuítas do Porto. Em 27.7.1918 noticiava “O Comércio”: «Merece ser assinalado à consideração pública o novo estabelecimento (…) no magnífico ângulo com a rua 31 de Janeiro. (…) Apresentam as vitrinas o tom distinto do marfim antigo, avivado a ouro. O estilo da decoração é Renascença italiana.» A notícia desdobra-se em encómios à decoração e aos artigos para venda. O que comprova a atenção da imprensa ao comércio da cidade.

Tudo mudou. Na velocidade a que hoje se inauguram estabelecimentos os jornais encheriam as páginas. Nanja que seja mau. Pelo contrário. E, sem dúvida, muitas lojas modernas têm tanta ou mais categoria do que as dos nossos avós e bisavós. Algumas são exemplares. Nós é que, habituados à mudança e à transformação, já nem damos por isso. E é pena pois a inovação bate-nos à porta e devemos recebê-la com a pompa e a circunstância da minha Palace.

©helderpacheco2019

Super Bock Arena

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Helder Pacheco volta a contar uma lenda da burguesia típica da cidade.

•2019-09-09 • Comentários Desativados em Helder Pacheco volta a contar uma lenda da burguesia típica da cidade.

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in “O Primeiro de Janeiro”, 16 de Dezembro de 2005

Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes 2019/2020

•2019-09-08 • Comentários Desativados em Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes 2019/2020

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